hoje, tudo que pus na boca foi um maço de cigarro
teus beijo
e minhas lágrima.
alimentação
16 de novembro de 2011graças a deus
15 de novembro de 2011graças a deus
que tu tava bêbado e com aquela jaqueta
que tu botou no banco
bem displicente
e veio fumar comigo
acabando por perder a chave da tua casa
graças a deus que eu fui dormir no quarto
que tu mentiu que tinha
que era só uma cama no meio da sala,
de frente pra cozinha
graças a deus que teu flatmate
acordou a gente de manhã
brigando pela chave
pra tu poder levantar nu
falando um monte de fucking num sei o que
com aquela tua voz rouca
e ir pra fora na varanda
discutir por 15 minutos nu no frio
enquanto eu ficava do lado de dentro
estupefata de como tu é bonito
bêbado, irritado e congelando
por dentro, eu batia palma
e dizia graças a deus.
eu devia
13 de novembro de 2011eu devia tá estudano
e trabalhano num pub
ou cuidano de criança
e aprendeno inglês
eu devia tá progredino na vida
mas tô no cabaré
cagano pra minha má reputação
e morreno de pensar em tu
…
26 de julho de 2011
a woman left lonely
11 de julho de 2011gilda gislene vai sozinha ver the strokes.
love always
5 de julho de 2011d.a.r.l.i.n.g.
3 de julho de 2011e porque o universo fica fazendo esses joguinhos, eu esbarrei num omi de costas, ‘i’m sorry’. era tu.
porque a gente tava cansado de dançar, everytime you close your eyes, eu faltaria na escola pra ir no parque contigo. só pra te mostrar a cidade. a cidade era um monte de coisa em comum. a cidade era a grama do stephen’s green, tu dizendo que adora mulé que fuma. ‘tu podia fingir que me ama’; ‘como eu faço isso?’; ‘me beijando’; ‘num é nada difícil’. aí o sol cansou a gente. a cidade era tua cama no hostel, e 1h30 pra dormir até ir trabalhar. ‘eu num acredito que existe alguém como você no mundo’. depois de tudo, d.a.r.l.i.n.g., beach house. depois beach house nos bancos do rio liffey. sunny day.
é caro amar nos eua. isso num é amor. eu quero me perder nas estações de trem e ir pra praia, e fugir dos vermes na areia. eu sei que tu se apaixonou por mim enquanto a gente se perdia nas estações de trem. ‘you’re really pretty now with the sun on your hair’, e quando chegamo na praia, com a areia fria e molhada, e tu me botou no colo preu num me molhar, eu soube que tu já tava apaixonado. ‘eu tô triste’, tu disse, ‘é a primeira vez que eu num me sinto sozinho com uma mulher’. ‘eu nunca mais vou poder ouvir beach house sem ficar triste e lembrar de você’. tu dizia que a gente tava a little in love. pra no final do dia, tu assumir de uma vez ‘i fell in love with you. i love your name.’ foi a última vez que eu te vi. eu disse pra tu aproveitar a faculdade, conhecer uma menina legal. tu fez que não com a cabeça. tu foi embora. eu disse don’t look back, tu olhou. eu disse don’t look back de novo, tu andou mais, e lá na frente, onde o liffey fica brilhando quando bate o sol, tu olhou. eu tava sozinha. pra sempre sozinha, adam.
























